Miloro*
*sonho
domingo
quinta-feira
tristeza imensa... mas mais serena
Ao meu irmão...
Já passaram duas semanas e três dias desde que partiste...
No início eram lágrimas, enchentes delas, até...
Era o grito, o apelo,
O canto desesperado que, por mais alto que soasse, não te traria de volta
Eu sabia Eu sei
Depois
o frio
a solidão imensa da tua ausência
A superfície gelada das casas
a voz das noites em claro
que teimavam em não encontrar-se com a manhã
Agora é vazio
dor
saudade
tristeza imensa
reviver e recordar
sempre sempre sempre
E
vejo-te
acreditas? eu acredito
vejo-te!
estás aqui
como sempre estiveste
E és feliz*
És vento
Chuva
e
Mar
Já passaram duas semanas e três dias desde que partiste...
No início eram lágrimas, enchentes delas, até...
Era o grito, o apelo,
O canto desesperado que, por mais alto que soasse, não te traria de volta
Eu sabia Eu sei
Depois
o frio
a solidão imensa da tua ausência
A superfície gelada das casas
a voz das noites em claro
que teimavam em não encontrar-se com a manhã
Agora é vazio
dor
saudade
tristeza imensa
reviver e recordar
sempre sempre sempre
E
vejo-te
acreditas? eu acredito
vejo-te!
estás aqui
como sempre estiveste
E és feliz*
És vento
Chuva
e
Mar
segunda-feira
Cúmplices
Esta música é também tão nossa... Adoro-te, sinto tanto a tua falta, maninho*
Cúmplices - Mafalda Veiga
Cúmplices - Mafalda Veiga
domingo
Lembro-me... Lembras-te? :)
Lembro-me que já aqui éramos grandes amigos...
Lembras-te?

Lembras-te de quando íamos juntos para a escola e para a catequese?
Quando a minha mãe me ia buscar à escola e já vínhamos os dois pelo caminho de regresso? :)
Ou de virmos todos juntos na carrinha azul da Dona Fernanda, mãe do Hugo?
Quando conseguimos juntar 100 escudos e fomos à "pipocas" comprar cromos, que viemos ver para o jardim, cheios de entusiasmo? Contei esta história ao teu irmão esta semana depois de partires... quando fomos comprar as cartolinas para colocar as tuas fotografias na parede do teu quarto... rimos... Lembro-me
Lembras-te?
Quando vínhamos da escola, tínhamos talvez 8, 9 anos e subimos a nespereira que havia atrás dos correios na rua atrás da tua casa para comer nêsperas, que estavam ainda verdes?
Lembro-me
De andar contigo na bicicleta que eu pensava que era azul mas o Marquinho diz que é vermelha... não me lembrava da cor...
No 8º ano, o trabalho que fizemos juntos para Inglês, sobre Londres, fomos pedir folhetos à agência de viagens e ficámos quase meia hora a rir à porta antes de entrarmos:)
Lembras-te?
De irmos juntos ver os resultados da entrada para a faculdade, eu, tu, o Pedro Zé e o Pedro Miguel?
Do ano em que vivemos os dois no Porto, e estávamos juntos todos os dias? Dos gelados à noite no Via Catarina, e de me ires esperar ao expresso sempre que eu regressava de fim-de-semana e tu ficavas no Porto? Das viagens que fazíamos juntos para lá? Das tardes e serões em que me fazias penteados e ríamos e conversávamos…
Das festas de aniversário? Das passagens de ano com o Marquinho, o Ricardo, a minha irmã, o teu irmão, dos jogos, das gargalhadas que nos faziam doer a barriga, da lasanha vegetariana… :)
Das muitas idas ao cinema… COMO TE ADORO!****
De me ires buscar ao comboio e me dares aquele abraço de que eu tanto precisava e, naquele momento, me dares tanta paz…
Lembro-me
Do almoço de soja que fizemos na tua casa em Lisboa, de passearmos por Lisboa à noite quando me foste buscar ao aeroporto, depois de me perguntares com aquele carinho tão teu… “Queres ir para casa ou queres andar um bocadinho, bébé?”
Lembro-me de tantas coisas mais, tantas!
Lembro-me... Lembras-te?
De seres meu confidente, de eu ser tua confidente, das conversas longas ao telefone... Dos abraços apertados… do ombro amigo, do amor, desta amizade que sempre nos uniu
De saber tudo de ti, de saberes tudo de mim…
Amo-te… lembro-te... Habitas a minha história e vives em mim*
Tua mana Maria***
Lembras-te?

Lembras-te de quando íamos juntos para a escola e para a catequese?
Quando a minha mãe me ia buscar à escola e já vínhamos os dois pelo caminho de regresso? :)
Ou de virmos todos juntos na carrinha azul da Dona Fernanda, mãe do Hugo?
Quando conseguimos juntar 100 escudos e fomos à "pipocas" comprar cromos, que viemos ver para o jardim, cheios de entusiasmo? Contei esta história ao teu irmão esta semana depois de partires... quando fomos comprar as cartolinas para colocar as tuas fotografias na parede do teu quarto... rimos... Lembro-me
Lembras-te?
Quando vínhamos da escola, tínhamos talvez 8, 9 anos e subimos a nespereira que havia atrás dos correios na rua atrás da tua casa para comer nêsperas, que estavam ainda verdes?
Lembro-me
De andar contigo na bicicleta que eu pensava que era azul mas o Marquinho diz que é vermelha... não me lembrava da cor...
No 8º ano, o trabalho que fizemos juntos para Inglês, sobre Londres, fomos pedir folhetos à agência de viagens e ficámos quase meia hora a rir à porta antes de entrarmos:)
Lembras-te?
De irmos juntos ver os resultados da entrada para a faculdade, eu, tu, o Pedro Zé e o Pedro Miguel?
Do ano em que vivemos os dois no Porto, e estávamos juntos todos os dias? Dos gelados à noite no Via Catarina, e de me ires esperar ao expresso sempre que eu regressava de fim-de-semana e tu ficavas no Porto? Das viagens que fazíamos juntos para lá? Das tardes e serões em que me fazias penteados e ríamos e conversávamos…
Das festas de aniversário? Das passagens de ano com o Marquinho, o Ricardo, a minha irmã, o teu irmão, dos jogos, das gargalhadas que nos faziam doer a barriga, da lasanha vegetariana… :)
Das muitas idas ao cinema… COMO TE ADORO!****
De me ires buscar ao comboio e me dares aquele abraço de que eu tanto precisava e, naquele momento, me dares tanta paz…
Lembro-me
Do almoço de soja que fizemos na tua casa em Lisboa, de passearmos por Lisboa à noite quando me foste buscar ao aeroporto, depois de me perguntares com aquele carinho tão teu… “Queres ir para casa ou queres andar um bocadinho, bébé?”
Lembro-me de tantas coisas mais, tantas!
Lembro-me... Lembras-te?
De seres meu confidente, de eu ser tua confidente, das conversas longas ao telefone... Dos abraços apertados… do ombro amigo, do amor, desta amizade que sempre nos uniu
De saber tudo de ti, de saberes tudo de mim…
Amo-te… lembro-te... Habitas a minha história e vives em mim*
Tua mana Maria***
quinta-feira
quarta-feira
Joãozinho, chegaste à tua estrela, meu amor...
O pintor Vincent Van Gogh disse um dia que "assim como apanhamos um comboio para chegar a Arles ou Reims, apanhamos a morte para chegar a uma estrela". Esle disse isto ao falar do qaudro "A noite Estrelada" que, no dia 1 de Setembro de 2008, recebeu mais uma estrela... TU, meu amor...
Que sortudo, o céu! :)
Adoro-te... tua "maneca" MARIA (Sandra Maria)
Que sortudo, o céu! :)
Adoro-te... tua "maneca" MARIA (Sandra Maria)
A M I G O
Porque não consigo verbalizar, as palavras são poucas nem se aproximam do que sinto
porque não páro de perguntar porquê E não obtenho resposta...
porque, Joãozinho, tu DÁS sentido à palavra SEMPRE
sim, somos irmãos, S-E-M-P-R-E [E]TERNAMENTE
Eu estou aqui... sim, sabes............... eu sei............................
__________________________________
__________________________________
A-M-I-G-O
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso De boca em boca,
Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
(...)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim, Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca
porque não páro de perguntar porquê E não obtenho resposta...
porque, Joãozinho, tu DÁS sentido à palavra SEMPRE
sim, somos irmãos, S-E-M-P-R-E [E]TERNAMENTE
Eu estou aqui... sim, sabes............... eu sei............................
__________________________________
__________________________________
A-M-I-G-O
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso De boca em boca,
Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
(...)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim, Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca
domingo
(---) p'ra chegar a uma estrela
terça-feira
para minha LaraLuz...
MUDANÇA DE ESTAÇÃO
para te manteres vivo - todas as manhãs
arrumas a casa sacodes tapetes limpas o pó e
o mesmo fazes com a alma - puxas-lhe brilho
regas o coração e o grande feto verde-granulado
deixas o verão deslizar de mansinho
para o cobre luminoso do outono e
às primeiras chuvadas recomeças a escrever
como se em ti fertilizasses uma terra generosa
cansada de pousio - uma terra
necessitada de águas de sons de afectos para
intensificar o esplendor do teu firmamento
passa um bando de andorinhões rente à janelas
obrevoam o rosto que surge do mar - crepúsculo
donde se soltaram as abelhas incompreensíveisda memória
luzeiros marinhos sobre a pele - peixes
que se enforcam com a corda de noctílucos
estendida nesta mudança de estação
Al Berto
para te manteres vivo - todas as manhãs
arrumas a casa sacodes tapetes limpas o pó e
o mesmo fazes com a alma - puxas-lhe brilho
regas o coração e o grande feto verde-granulado
deixas o verão deslizar de mansinho
para o cobre luminoso do outono e
às primeiras chuvadas recomeças a escrever
como se em ti fertilizasses uma terra generosa
cansada de pousio - uma terra
necessitada de águas de sons de afectos para
intensificar o esplendor do teu firmamento
passa um bando de andorinhões rente à janelas
obrevoam o rosto que surge do mar - crepúsculo
donde se soltaram as abelhas incompreensíveisda memória
luzeiros marinhos sobre a pele - peixes
que se enforcam com a corda de noctílucos
estendida nesta mudança de estação
Al Berto
segunda-feira
making my own way...
e no fim a luz de uma palavra [Esperança]
sempre, aqui e agora em mim, em nós
não é fim. é clamor de vida!
domingo
terça-feira
sábado
domingo
terça-feira
"um caminho daqui até ao mar..."

Sandra Santos
grafite sobre papel
2007
..."Para que ninguém possa esquecer o quanto seria bom, se por cada mar que nos espera, houvesse um rio para nós. E alguém _ um pai, um amor, alguém _ capaz de pegar na nossa mão e de encontrar esse rio _ imaginá-lo, inventá-lo _ e na sua corrente pousar-nos com a leveza de uma única palavra, adeus.
Sem dúvida seria maravilhoso. Seria doce a vida, qualquer vida.
E as coisas não magoariam, mas aproximar-se-iam trazidas pela corrente, poder-se-ia primeiro aflorá-las, depois tocá-las e só no fim deixar-se tocar. (...)
Seria suficiente a fantasia de alguém _ um pai, um amor, alguém. Ele saberia inventar um caminho, aqui neste silêncio, nesta terra que não quer falar _ caminho clemente, e bonito. Um caminho daqui até ao mar. (...)
Alessandro Baricco, in Oceano Mar
sábado
"...os pássaros sejam pressentimentos de felicidade"...
"O olhar de cada um..."
"e de gota de água transforma-te no mar"

*ofereci ao meu amigo Zé Luís
Sandra Santos
carvão sobre papel
2005
"Primeiro foste mineralDepois vegetalE mais tarde animal:E como ignorá-lo?Fizeste-te HomemQuando tiveres transcendido a condição humana, serás,Sem dúvida,um anjo:Supera a tua condição angélica;Penetra no oceano, e de gota de águatransforma-te no mar..."
Djalâl Ud-Dîn Rûmî
Venham meus amigos Não é tarde demais para procurar um mundo mais novo"
Sandra Santos
grafite sobre papel
2006
grafite sobre papel
2006
"Venham meus amigosNão é tarde demais para procurar um mundo mais novo. Eu estou decidido a navegar para além do crepúsculo... E, embora não tenhamos a força que outrora movia terra e céu, nós somos como somos, Idêntica têmpera de corações heróicos Tornados fracos pelo tempo e destino Mas fortes em determinação…Para lutar, procurar e não capitular…"
Alfred Lord Tennyson
"...O destino não é uma corrente, mas um vôo"...
Caminho
Sandra Santos
grafite sobre papel
2006
grafite sobre papel
2006
"Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa
E os passos que deres nesse caminho duro do futuro
dá-os em liberdade
Enquanto não alcances não descanses
De nenhum fruto queiras só metade.
E nunca saciado,vai colhendo ilusões sucessivas no pomar
sempre a sonhar
E vendo, acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças
Só é tua a loucura, onde ,com lucidez te reconheças".
Miguel Torga, in Diário
sexta-feira
"esquecendo-me, recorda-me"...

Sandra Santos
grafite sobre papel
2000
"Em tempo de narcisos (que sabem o sentido da
vida é crescer)
esquecendo porquê, recorda como
Em tempo de lilases que proclamam
o desígnio da vigília é sonhar,
Recorda assim (esquecendo parece)
Em tempo de rosas (que assombram
o nosso agora e aqui com o paraíso)
esquecendo se, recorda sim
Em tempo de todas as doçuras para além do que quer
que a mente possa entender,
Recorda busca (esquecendo acha)
e um mistério a haver
(quando o tempo do tempo nos livrar)
esquecendo-me, recorda-me"
E.E. Cummings
"Procuremos acender uma vela"...
"Nenhum anjo levante as pálpebras"...
"não sei como dizer-te que cem ideias dentro de mim te procuram..."

Sandra Santos
Grafite sobre papel
2002
"_ Eu não sei como dizer-te que cem ideias dentro de mim te procuram
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de
um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão...
Herberto Helder, excerto do poema "tríptico"
"nada perdi, tudo serei..."
Arte Nova

Sandra Santos
grafite sobre papel
2006
"Começa o tempo na insuportável ternura
com que te adivinho, o tempo onde
a vária dor envolve o barro e a estrela, onde
o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida
ingénua e cara, o que pressente o coração
engasta seu contorno de lume ao longe.
Bom será o tempo, bom será o espírito,
boa será nossa carne presa e morosa.
- Começa o tempo onde se une a vida
à nossa vida breve."
Herberto Helder, in "O amor em Visita"
grafite sobre papel
2006
"Começa o tempo na insuportável ternura
com que te adivinho, o tempo onde
a vária dor envolve o barro e a estrela, onde
o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida
ingénua e cara, o que pressente o coração
engasta seu contorno de lume ao longe.
Bom será o tempo, bom será o espírito,
boa será nossa carne presa e morosa.
- Começa o tempo onde se une a vida
à nossa vida breve."
Herberto Helder, in "O amor em Visita"
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